Os funcionários chegam atrasados ao restaurante com demasiada frequência?
O desafio não está apenas nos cinco ou dez minutos de atraso.
Quando isso começa a acontecer regularmente e sem consequência, pode transformar-se numa forma normal de trabalhar.
E, a partir daí, até quem sempre chegou a horas começa a fazer contas.
“Se os outros se atrasam todos os dias e recebem o mesmo que eu, porque é que hei de continuar a preocupar-me?”
É aqui que um desafio individual começa a transformar-se num desafio de cultura.
A pontualidade começa na liderança
Se uma empresa pretende exigir pontualidade à equipa, as chefias precisam de liderar pelo exemplo.
Um responsável que chega frequentemente atrasado perde força para exigir um comportamento diferente aos restantes.
Trânsito, imprevistos e dificuldades existem.
Mas quem sabe que determinado percurso costuma demorar mais precisa de se organizar para isso.
A cultura começa muitas vezes pelo comportamento das pessoas que lideram.
Primeiro defina o que significa chegar atrasado
Antes de corrigir atrasos, a empresa precisa de responder a uma pergunta aparentemente simples:
o que consideramos atraso?
Existe tolerância?
Cinco minutos?
Dez minutos?
Não existe tolerância?
E o horário de entrada significa o quê?
A pessoa deve estar a entrar pela porta naquele momento?
Ou já deve estar fardada, preparada e pronta para começar a trabalhar?
Se esta regra não está clara, cada pessoa pode interpretar o horário de uma forma diferente.
As regras precisam de ser iguais para todos
Depois de definir o que é atraso, a equipa precisa de conhecer essa definição.
Não pode existir uma regra para uma pessoa e outra para o colega.
Quando os critérios são pouco claros, começam as comparações.
E poucas coisas prejudicam tanto a percepção de justiça dentro de uma equipa como sentir que determinadas pessoas podem fazer aquilo que outras não podem.
O maior risco pode não ser perder quem chega atrasado
Muitos empresários receiam ser demasiado exigentes porque pensam:
“Se pressiono esta pessoa, ainda se vai embora e depois fico sem ninguém.”
Mas há outro risco.
Perder quem faz tudo bem.
Imagine um funcionário que chega a horas todos os dias.
Organiza a vida para cumprir o horário.
Ao lado dele estão colegas que se atrasam repetidamente e, aparentemente, nada muda.
Mais tarde ou mais cedo, pode começar a questionar porque continua a fazer esse esforço.
Um mau hábito pode contaminar a equipa
Quando um comportamento negativo é tolerado durante muito tempo, começa a tornar-se normal.
O funcionário pontual vê os outros chegarem tarde.
Percebe que continuam a receber o mesmo.
Percebe que a casa continua a funcionar.
E pode concluir que o esforço dele não tem valor nenhum.
É desta forma que um comportamento individual pode começar a influenciar o resto da equipa.
Antes de penalizar, pode fazer sentido reconhecer quem cumpre
Uma possibilidade abordada neste episódio é inverter a lógica.
Em vez de pensar apenas em penalizar continuamente quem chega atrasado, pode fazer sentido pensar em formas de reconhecer quem demonstra pontualidade de forma consistente.
É aqui que entra a ideia de um prémio de pontualidade.
Não como pagamento para alguém fazer aquilo que lhe compete.
Mas como reconhecimento de quem demonstra de forma continuada um comportamento que a empresa valoriza.
“Agora tenho de pagar para chegarem a horas?”
Esta é provavelmente a primeira objeção.
Mas a ideia não precisa de ser vista dessa forma.
O objetivo não é dizer:
“Se chegar a horas, pago-lhe.”
É dizer:
“Nós reconhecemos quem demonstra consistentemente pontualidade e responsabilidade.”
A diferença é importante.
Principalmente quando existe na equipa um grupo de pessoas que já cumpre todos os dias sem qualquer reconhecimento.
Um prémio de pontualidade precisa de regras claras
Se a empresa decidir criar este tipo de reconhecimento, não deve ser uma promessa vaga.
Precisa de estar definido.
Por exemplo:
- o que é considerado atraso;
- se existe ou não tolerância;
- qual o período de avaliação;
- quantos atrasos retiram o acesso ao prémio;
- que condições precisam de ser cumpridas;
- qual é o reconhecimento atribuído.
A equipa deve conhecer os critérios.
Quanto mais objetivo for o sistema, menos espaço existe para discussões sobre favoritismos.
O reconhecimento não precisa de ser apenas dinheiro
No episódio são mencionadas várias possibilidades.
O reconhecimento pode ser financeiro.
Mas também pode assumir outras formas que tenham valor para a equipa.
Dependendo da realidade da empresa, podem existir benefícios ou vantagens que façam sentido para aquelas pessoas.
O mais importante é que o funcionário perceba que o comportamento positivo foi visto.
Não crie um prémio onde não existe um desafio
Se a equipa é pontual e os atrasos são raros, talvez não exista razão nenhuma para criar um sistema novo.
Não vale a pena complicar aquilo que já funciona.
Esta reflexão faz mais sentido quando a falta de pontualidade começa a repetir-se e a transformar-se num comportamento normal dentro da casa.
O primeiro passo continua a ser conversar
Um prémio também não substitui liderança.
Se alguém se atrasa repetidamente, continua a ser necessário perceber o que está a acontecer.
Existe uma dificuldade real?
A pessoa percebe o impacto do atraso?
Conhece claramente a regra da empresa?
O comportamento está a repetir-se sem qualquer correção?
Reconhecer os pontuais não significa ignorar os restantes.
Como melhorar a pontualidade da equipa no restaurante
- Defina exatamente o que é atraso.
Não deixe o horário sujeito a diferentes interpretações. - Defina quando o funcionário deve estar pronto para trabalhar.
Entrar no restaurante e estar preparado para iniciar o turno podem ser coisas diferentes. - Comunique a regra a toda a equipa.
Todos precisam de conhecer os mesmos critérios. - Lidere pelo exemplo.
Chefias que exigem pontualidade também precisam de a demonstrar. - Não normalize atrasos repetidos.
Quando um comportamento se torna habitual, começa a afetar a cultura. - Reconheça quem cumpre.
Se fizer sentido para a realidade da casa, considere uma forma clara de premiar a pontualidade consistente. - Documente os critérios.
Se existir um prémio, defina objetivamente como funciona.
Perguntas frequentes sobre pontualidade no restaurante
Como lidar com funcionários que chegam sempre atrasados?
Comece por garantir que a regra é clara e conhecida. Depois converse com a pessoa, perceba o motivo dos atrasos e não permita que um comportamento repetido passe a ser visto como normal dentro da equipa.
Quanto tempo de tolerância deve existir?
Não existe uma resposta única apresentada neste episódio. Cada empresa precisa de definir claramente o seu critério e comunicá-lo à equipa.
O horário significa entrar no restaurante ou estar pronto para trabalhar?
Isso deve ser definido pela própria empresa. O importante é não deixar a questão ambígua, para que todos saibam exatamente o que se espera.
Vale a pena criar um prémio de pontualidade?
Pode ser uma possibilidade quando os atrasos se tornaram frequentes e a empresa pretende reconhecer de forma clara quem demonstra pontualidade consistente.
Um prémio de pontualidade significa pagar para as pessoas chegarem a horas?
A lógica apresentada neste episódio é diferente: trata-se de reconhecer quem cumpre consistentemente um comportamento valorizado pela empresa, sobretudo quando esse esforço distingue algumas pessoas dentro da equipa.
Porque é perigoso ignorar atrasos repetidos?
Porque outros elementos da equipa podem começar a sentir que ser pontual não é valorizado e acabar por ajustar o próprio comportamento à cultura dominante.
A questão não é apenas quem chega tarde
Quando existem atrasos regulares, é natural olhar apenas para as pessoas que chegam depois da hora.
Mas também vale a pena olhar para quem está lá todos os dias a tempo.
Essas pessoas organizam a vida para cumprir.
Fazem o esforço.
E percebem muito rapidamente quando esse esforço é tratado exatamente da mesma forma que o comportamento contrário.
Por isso, se a pontualidade começa a desaparecer da cultura do restaurante, talvez a solução não seja apenas chamar a atenção de quem chega tarde.
Também pode ser altura de mostrar a quem chega a horas que reparou nisso.
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