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Funcionários chegam atrasados? Como melhorar a pontualidade no restaurante

Quando os atrasos começam a ser normais, deixam de afetar apenas quem chega tarde. A cultura da equipa também começa a mudar. Veja como definir regras e reconhecer quem é pontual.

O GERENTE12 de agosto de 20268 min de leitura
Como melhorar a pontualidade no restaurante
equipa, O Gerente

Os funcionários chegam atrasados ao restaurante com demasiada frequência?

O desafio não está apenas nos cinco ou dez minutos de atraso.

Quando isso começa a acontecer regularmente e sem consequência, pode transformar-se numa forma normal de trabalhar.

E, a partir daí, até quem sempre chegou a horas começa a fazer contas.

“Se os outros se atrasam todos os dias e recebem o mesmo que eu, porque é que hei de continuar a preocupar-me?”

É aqui que um desafio individual começa a transformar-se num desafio de cultura.

A pontualidade começa na liderança

Se uma empresa pretende exigir pontualidade à equipa, as chefias precisam de liderar pelo exemplo.

Um responsável que chega frequentemente atrasado perde força para exigir um comportamento diferente aos restantes.

Trânsito, imprevistos e dificuldades existem.

Mas quem sabe que determinado percurso costuma demorar mais precisa de se organizar para isso.

A cultura começa muitas vezes pelo comportamento das pessoas que lideram.

Primeiro defina o que significa chegar atrasado

Antes de corrigir atrasos, a empresa precisa de responder a uma pergunta aparentemente simples:

o que consideramos atraso?

Existe tolerância?

Cinco minutos?

Dez minutos?

Não existe tolerância?

E o horário de entrada significa o quê?

A pessoa deve estar a entrar pela porta naquele momento?

Ou já deve estar fardada, preparada e pronta para começar a trabalhar?

Se esta regra não está clara, cada pessoa pode interpretar o horário de uma forma diferente.

As regras precisam de ser iguais para todos

Depois de definir o que é atraso, a equipa precisa de conhecer essa definição.

Não pode existir uma regra para uma pessoa e outra para o colega.

Quando os critérios são pouco claros, começam as comparações.

E poucas coisas prejudicam tanto a percepção de justiça dentro de uma equipa como sentir que determinadas pessoas podem fazer aquilo que outras não podem.

O maior risco pode não ser perder quem chega atrasado

Muitos empresários receiam ser demasiado exigentes porque pensam:

“Se pressiono esta pessoa, ainda se vai embora e depois fico sem ninguém.”

Mas há outro risco.

Perder quem faz tudo bem.

Imagine um funcionário que chega a horas todos os dias.

Organiza a vida para cumprir o horário.

Ao lado dele estão colegas que se atrasam repetidamente e, aparentemente, nada muda.

Mais tarde ou mais cedo, pode começar a questionar porque continua a fazer esse esforço.

Um mau hábito pode contaminar a equipa

Quando um comportamento negativo é tolerado durante muito tempo, começa a tornar-se normal.

O funcionário pontual vê os outros chegarem tarde.

Percebe que continuam a receber o mesmo.

Percebe que a casa continua a funcionar.

E pode concluir que o esforço dele não tem valor nenhum.

É desta forma que um comportamento individual pode começar a influenciar o resto da equipa.

Antes de penalizar, pode fazer sentido reconhecer quem cumpre

Uma possibilidade abordada neste episódio é inverter a lógica.

Em vez de pensar apenas em penalizar continuamente quem chega atrasado, pode fazer sentido pensar em formas de reconhecer quem demonstra pontualidade de forma consistente.

É aqui que entra a ideia de um prémio de pontualidade.

Não como pagamento para alguém fazer aquilo que lhe compete.

Mas como reconhecimento de quem demonstra de forma continuada um comportamento que a empresa valoriza.

“Agora tenho de pagar para chegarem a horas?”

Esta é provavelmente a primeira objeção.

Mas a ideia não precisa de ser vista dessa forma.

O objetivo não é dizer:

“Se chegar a horas, pago-lhe.”

É dizer:

“Nós reconhecemos quem demonstra consistentemente pontualidade e responsabilidade.”

A diferença é importante.

Principalmente quando existe na equipa um grupo de pessoas que já cumpre todos os dias sem qualquer reconhecimento.

Um prémio de pontualidade precisa de regras claras

Se a empresa decidir criar este tipo de reconhecimento, não deve ser uma promessa vaga.

Precisa de estar definido.

Por exemplo:

  • o que é considerado atraso;
  • se existe ou não tolerância;
  • qual o período de avaliação;
  • quantos atrasos retiram o acesso ao prémio;
  • que condições precisam de ser cumpridas;
  • qual é o reconhecimento atribuído.

A equipa deve conhecer os critérios.

Quanto mais objetivo for o sistema, menos espaço existe para discussões sobre favoritismos.

O reconhecimento não precisa de ser apenas dinheiro

No episódio são mencionadas várias possibilidades.

O reconhecimento pode ser financeiro.

Mas também pode assumir outras formas que tenham valor para a equipa.

Dependendo da realidade da empresa, podem existir benefícios ou vantagens que façam sentido para aquelas pessoas.

O mais importante é que o funcionário perceba que o comportamento positivo foi visto.

Não crie um prémio onde não existe um desafio

Se a equipa é pontual e os atrasos são raros, talvez não exista razão nenhuma para criar um sistema novo.

Não vale a pena complicar aquilo que já funciona.

Esta reflexão faz mais sentido quando a falta de pontualidade começa a repetir-se e a transformar-se num comportamento normal dentro da casa.

O primeiro passo continua a ser conversar

Um prémio também não substitui liderança.

Se alguém se atrasa repetidamente, continua a ser necessário perceber o que está a acontecer.

Existe uma dificuldade real?

A pessoa percebe o impacto do atraso?

Conhece claramente a regra da empresa?

O comportamento está a repetir-se sem qualquer correção?

Reconhecer os pontuais não significa ignorar os restantes.

Como melhorar a pontualidade da equipa no restaurante

  1. Defina exatamente o que é atraso.
    Não deixe o horário sujeito a diferentes interpretações.
  2. Defina quando o funcionário deve estar pronto para trabalhar.
    Entrar no restaurante e estar preparado para iniciar o turno podem ser coisas diferentes.
  3. Comunique a regra a toda a equipa.
    Todos precisam de conhecer os mesmos critérios.
  4. Lidere pelo exemplo.
    Chefias que exigem pontualidade também precisam de a demonstrar.
  5. Não normalize atrasos repetidos.
    Quando um comportamento se torna habitual, começa a afetar a cultura.
  6. Reconheça quem cumpre.
    Se fizer sentido para a realidade da casa, considere uma forma clara de premiar a pontualidade consistente.
  7. Documente os critérios.
    Se existir um prémio, defina objetivamente como funciona.

Perguntas frequentes sobre pontualidade no restaurante

Como lidar com funcionários que chegam sempre atrasados?

Comece por garantir que a regra é clara e conhecida. Depois converse com a pessoa, perceba o motivo dos atrasos e não permita que um comportamento repetido passe a ser visto como normal dentro da equipa.

Quanto tempo de tolerância deve existir?

Não existe uma resposta única apresentada neste episódio. Cada empresa precisa de definir claramente o seu critério e comunicá-lo à equipa.

O horário significa entrar no restaurante ou estar pronto para trabalhar?

Isso deve ser definido pela própria empresa. O importante é não deixar a questão ambígua, para que todos saibam exatamente o que se espera.

Vale a pena criar um prémio de pontualidade?

Pode ser uma possibilidade quando os atrasos se tornaram frequentes e a empresa pretende reconhecer de forma clara quem demonstra pontualidade consistente.

Um prémio de pontualidade significa pagar para as pessoas chegarem a horas?

A lógica apresentada neste episódio é diferente: trata-se de reconhecer quem cumpre consistentemente um comportamento valorizado pela empresa, sobretudo quando esse esforço distingue algumas pessoas dentro da equipa.

Porque é perigoso ignorar atrasos repetidos?

Porque outros elementos da equipa podem começar a sentir que ser pontual não é valorizado e acabar por ajustar o próprio comportamento à cultura dominante.

A questão não é apenas quem chega tarde

Quando existem atrasos regulares, é natural olhar apenas para as pessoas que chegam depois da hora.

Mas também vale a pena olhar para quem está lá todos os dias a tempo.

Essas pessoas organizam a vida para cumprir.

Fazem o esforço.

E percebem muito rapidamente quando esse esforço é tratado exatamente da mesma forma que o comportamento contrário.

Por isso, se a pontualidade começa a desaparecer da cultura do restaurante, talvez a solução não seja apenas chamar a atenção de quem chega tarde.

Também pode ser altura de mostrar a quem chega a horas que reparou nisso.

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