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O dono do restaurante deve ter ordenado?

Se o restaurante só dá lucro porque o dono trabalha de borla, talvez o negócio não seja tão rentável como parece. O tempo do empresário também é um custo.

O Gerente25 de setembro de 20267 min de leitura
O dono do restaurante deve ter ordenado?
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O dono do restaurante deve ter ordenado?

O dono do restaurante deve ter ordenado porque o seu tempo tem valor e deve ser considerado nos custos reais do negócio. Se o restaurante só dá lucro porque o proprietário trabalha todos os dias sem receber, esse lucro pode ser uma ilusão.

Esta é uma pergunta desconfortável, mas necessária.

Quanto ganha o dono do restaurante?

Qual é o seu vencimento?

Quanto recebe todos os meses pelo trabalho que faz?

Se a resposta for “nada”, há uma segunda pergunta ainda mais importante:

O restaurante dá lucro ou o dono está a trabalhar de borla?

O tempo do empresário também é um custo

Muitos donos de restaurantes ajudam na sala, entram na cozinha, fazem compras, resolvem problemas, apagam fogos, servem mesas, tratam de fornecedores e ainda fecham o dia.

No fim do mês, olham para o resultado e dizem:

“O restaurante ainda deu três ou quatro mil euros de lucro.”

Mas há uma pergunta que raramente é feita:

Quanto custaria substituir o dono em todas as tarefas que ele fez?

Se fosse necessário contratar alguém para fazer sala, cozinha, compras, organização, supervisão e resolução de problemas, esse lucro continuaria a existir?

Em muitos casos, não.

O lucro só aparece porque o dono colocou o seu tempo dentro da empresa sem o contabilizar.

E isso distorce completamente a perceção da rentabilidade.

Quando o lucro depende do dono trabalhar de borla

Um restaurante não é necessariamente rentável só porque sobra algum dinheiro no fim do mês.

Se esse dinheiro só existe porque o dono trabalha sem salário, então o negócio pode estar a viver sobre uma falha de cálculo.

O empresário é um custo.

O seu tempo custa dinheiro.

A sua energia custa dinheiro.

A sua presença constante na operação também tem um custo.

Se o restaurante não consegue pagar a alguém para fazer parte das tarefas que o dono faz, é preciso rever a estrutura.

Porque isso pode significar que o restaurante não está a gerar lucro real.

Está apenas a sobreviver com trabalho gratuito do proprietário.

O dono não deve ser o funcionário mais caro da casa

Quando o dono está sempre preso à operação, muitas vezes acaba por fazer tarefas que deveriam estar organizadas na equipa.

Descascar batatas.

Servir mesas.

Tapar buracos.

Segurar sete pontas ao mesmo tempo.

Claro que há momentos em que o dono tem de entrar na operação.

Claro que há empresários que gostam de estar na sala, receber clientes e acompanhar o serviço.

Isso pode fazer parte do prazer de ter um restaurante.

Mas uma coisa é escolher estar próximo da operação.

Outra coisa é ser obrigado a estar preso à operação porque o negócio não funciona sem isso.

O dono não deve ser o descascador mais caro da casa.

Nem o empregado de mesa mais caro da casa.

O papel do dono é outro.

O verdadeiro trabalho do dono: pessoas, processos e rotinas

O trabalho principal do dono ou gestor não é fazer tudo.

O trabalho principal é gerir pessoas, processos e rotinas.

Pessoas.

Processos.

Rotinas.

É aqui que está a gestão.

Quando o empresário passa os dias a substituir falhas operacionais, deixa de ter tempo para construir um restaurante mais forte.

Deixa de rever processos.

Deixa de formar equipa.

Deixa de analisar números.

Deixa de melhorar margens.

Deixa de pensar no crescimento.

Fica preso na roda do rato.

Trabalha muito, mas o negócio não evolui na mesma proporção.

Quanto custa substituir o dono?

Esta é uma pergunta que todos os restaurantes deveriam fazer.

Quanto custaria substituir o dono nas tarefas que ele executa hoje?

Seria preciso contratar alguém para a sala?

Alguém para a cozinha?

Alguém para compras?

Alguém para controlo de stock?

Alguém para gestão de equipa?

Alguém para resolver problemas diários?

Quando se coloca este custo em cima da mesa, a leitura do lucro muda.

Um restaurante que parecia dar lucro pode revelar-se muito mais frágil.

E essa é uma informação essencial para tomar decisões.

O ordenado do dono deve equilibrar a estrutura

O dono deve ter ordenado, mas esse ordenado também não deve destruir a empresa.

A empresa existe para servir pessoas.

Serve os clientes.

Serve a equipa.

Serve fornecedores e parceiros.

Serve o Estado.

E também deve servir o empresário que a criou.

Mas se o ordenado do dono retira margem, bloqueia crescimento, impede investimento ou fragiliza a estrutura, então também pode tornar-se um peso.

O desafio está no equilíbrio.

Nem trabalhar de borla.

Nem retirar tanto que a empresa deixa de conseguir crescer.

Um negócio não deve ser um emprego mal pago

Quando o dono trabalha todos os dias, carrega a operação às costas, não tira ordenado e ainda acha que tem um negócio rentável, é preciso parar.

Porque talvez não tenha um negócio.

Talvez tenha um emprego muito mal pago.

Um emprego com mais risco, mais horas, mais pressão e menos previsibilidade.

Este é um sinal de alerta sério.

Se o restaurante depende da presença constante do dono para sobreviver, então há trabalho de gestão por fazer.

E esse trabalho passa por processos, equipa, margem, controlo e capacidade de escalar.

É aqui que uma consultoria para restaurantes pode ajudar a perceber se o negócio está realmente a dar lucro ou apenas a sobreviver à custa do tempo do proprietário.

Escalar também acontece dentro de um restaurante só

Escalar não significa necessariamente abrir mais restaurantes.

Um restaurante único também pode escalar.

Pode escalar ao melhorar processos.

Pode escalar ao reduzir dependência do dono.

Pode escalar ao criar equipa mais autónoma.

Pode escalar ao proteger margem.

Pode escalar ao criar rotinas que permitem ao dono sair da operação diária.

Escalar é crescer de forma saudável.

Não é apenas aumentar faturação.

Não é engordar a estrutura.

Não é trabalhar mais horas.

É criar um negócio mais forte, mais organizado e menos dependente de uma só pessoa.

O ordenado não é a única forma de retorno

O dono deve ser remunerado pelo seu trabalho, mas o retorno do negócio não precisa de vir apenas pelo ordenado.

O restaurante também deve gerar lucro.

Deve criar margem.

Deve permitir investimento.

Deve criar almofada financeira.

Deve permitir crescimento saudável.

Por isso, o ordenado do dono deve ser pensado dentro da estrutura global do negócio.

Se o restaurante não paga nada ao dono, há um desafio.

Se paga demasiado e impede a empresa de crescer, há outro desafio.

A decisão certa depende dos números, da margem, da estrutura e dos objetivos.

Featured snippet: o dono do restaurante deve receber ordenado?

Sim. O dono do restaurante deve receber ordenado ou, pelo menos, contabilizar o seu tempo como custo real do negócio. Se o restaurante só dá lucro porque o proprietário trabalha sem receber, a rentabilidade pode estar inflacionada e o negócio pode depender demasiado do dono.

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O dono de um restaurante deve ter salário?

Sim. O dono deve considerar o seu tempo como custo da empresa. Mesmo que não receba um salário formal numa fase inicial, esse valor deve ser calculado para perceber a rentabilidade real.

Um restaurante dá lucro se o dono não recebe?

Pode parecer que sim, mas é preciso cuidado. Se o lucro existe apenas porque o dono trabalha sem remuneração, então o negócio pode não estar realmente rentável.

Como calcular o custo do dono no restaurante?

Uma forma prática é calcular quanto custaria contratar alguém para executar as tarefas que o dono faz hoje. Esse valor deve ser considerado na análise da rentabilidade.

O dono deve trabalhar na operação?

Pode trabalhar, sobretudo se isso fizer parte da sua escolha e prazer. Mas o restaurante não deve depender permanentemente dessa presença para funcionar.

Quando é que o restaurante depende demasiado do dono?

Quando o dono tem de estar sempre presente para segurar sala, cozinha, compras, equipa, problemas e decisões diárias. Isso indica falta de processos, rotinas e autonomia.

FAQ técnico

O ordenado do dono entra nos custos do restaurante?

Sim. O tempo do dono deve ser considerado como custo, mesmo quando ainda não existe pagamento formal. Sem isso, a análise de lucro fica incompleta.

Como saber se o restaurante é rentável sem o dono?

É preciso calcular quanto custaria substituir o dono nas tarefas operacionais e perceber se, depois desse custo, o restaurante continuaria a gerar lucro.

O que acontece quando o dono não calcula o próprio tempo?

O restaurante pode parecer mais lucrativo do que realmente é. A empresa esconde um custo importante e cria uma falsa sensação de rentabilidade.

O ordenado do dono pode prejudicar a empresa?

Pode, se for retirado sem olhar para margem, estrutura, necessidades de investimento e crescimento. O ordenado deve ser justo, mas não deve fragilizar a empresa.

Como reduzir a dependência do dono?

É preciso criar processos, rotinas, equipa mais autónoma, controlo financeiro, funções claras e uma operação que não dependa da presença constante do proprietário.

Conclusão: o lucro só é real quando o tempo do dono conta

O dono do restaurante não deve ser invisível nos números.

O seu tempo tem valor.

O seu trabalho tem valor.

A sua energia tem valor.

Se o restaurante só se mantém porque o dono trabalha de borla, então há um desafio sério de gestão.

O objetivo não é tirar dinheiro à empresa sem critério.

O objetivo é criar um negócio capaz de remunerar o dono, servir a equipa, responder aos clientes, pagar fornecedores e continuar a crescer de forma saudável.

Um restaurante rentável não deve depender de sacrifício permanente.

Deve depender de gestão.

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