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Falhas de Produção no Restaurante: Como Evitar Desperdício na Cozinha

Falhas de produção no restaurante geram desperdício, custos invisíveis e perda de margem. Saiba como criar um plano de produção para a cozinha.

O Gerente7 de julho de 20268 min de leitura
Falhas de Produção no Restaurante
operações, O Gerente

Falhas de produção no restaurante acontecem quando a cozinha produz comida sem plano, sem quantidades definidas e sem processo claro.

Quando a equipa produz "para não faltar", mas sem mapa de produção, o restaurante pode estar apenas a transformar comida em desperdício e dinheiro em lixo.

O que são falhas de produção no restaurante?

Falhas de produção no restaurante são erros na preparação antecipada de alimentos, mise en place, molhos, guarnições ou ingredientes, que levam a excesso de produção, desperdício ou falta de produtos durante o serviço.

Estas falhas acontecem sobretudo quando as quantidades estão apenas na cabeça do chefe e não existe um plano de produção escrito.

Resposta direta: como evitar falhas de produção na cozinha?

Para evitar falhas de produção na cozinha, crie uma ficha de produção com quantidades médias por produto, atualize o que já existe em stock e produza apenas o necessário para completar a mise en place. Assim, a cozinha deixa de depender da memória do chefe e passa a trabalhar com processo.

Produzir comida que não vende é perder dinheiro

Comida é dinheiro no restaurante.

Cada quilo de tomate cortado a mais, cada molho produzido em excesso e cada guarnição que vai fora representam margem perdida.

O desperdício nem sempre aparece como uma grande falha visível. Muitas vezes aparece em pequenas produções diárias que ninguém mede.

As falhas de produção podem surgir quando:

  • a equipa produz sem saber a quantidade certa;
  • o chefe é o único que sabe montar a mise en place;
  • não existe ficha de produção;
  • os produtos são preparados "a olho";
  • a equipa produz demasiado para evitar faltas;
  • não há registo do que sobra;
  • não se considera o consumo médio diário;
  • não há diferença entre semana e fim de semana.

Se quer perceber exatamente onde está a perder dinheiro no seu restaurante, veja como funciona o nosso sistema de controlo de margem em ogerente.pt/lucro-restaurante.

O chefe não pode ser o processo da cozinha

Um dos maiores riscos numa cozinha é ter todo o processo dentro da cabeça do chefe.

Se o chefe falta e ninguém sabe exatamente o que produzir, a operação fica vulnerável.

O subchefe, cozinheiro ou qualquer outro elemento da equipa deve conseguir abrir a cozinha com base num plano claro.

Quando o chefe é o processo, acontece isto:

  • a equipa depende sempre dele;
  • a produção muda conforme quem está de turno;
  • as quantidades deixam de ser consistentes;
  • o desperdício aumenta;
  • a mise en place fica desorganizada;
  • o restaurante perde controlo.

A desculpa "produzi para não faltar" é perigosa

Produzir para não faltar pode parecer prudente.

Mas sem plano, pode ser apenas uma forma simpática de anunciar desperdício.

A cozinha precisa de margem de segurança, sim. Mas essa margem deve ser pensada, medida e ajustada com base na realidade da casa.

Produzir sem dados é diferente de produzir com segurança.

O plano de produção é obrigatório na cozinha

O plano de produção é o documento que diz à equipa o que deve estar preparado para a cozinha arrancar.

Não precisa ser complicado. Precisa ser claro, acessível e usado todos os dias.

Um bom plano de produção deve indicar:

  • produto a preparar;
  • quantidade necessária;
  • quantidade existente;
  • quantidade a produzir;
  • validade ou prazo de uso;
  • responsável pela produção;
  • observações importantes;
  • diferença entre dias normais e dias de maior movimento.

Este plano transforma a produção numa rotina e reduz a dependência da memória da equipa.

Mise en place sem plano gera desperdício

A mise en place serve para colocar tudo no seu devido lugar antes da confusão começar.

Mas preparar tudo não significa preparar em excesso.

A cozinha deve saber exatamente que quantidades precisa de ter prontas para abrir o serviço.

Exemplos de itens que devem estar no plano:

  • batata cozida;
  • brócolos;
  • espinafres;
  • grelos;
  • tomate cortado;
  • molhos;
  • azeite de alho;
  • azeite de ervas;
  • guarnições;
  • preparações base.

Produza para completar, não para acumular

Uma ficha de produção não deve obrigar a equipa a produzir sempre a quantidade total.

Deve ajudar a perceber o que falta.

Se a tabela indica que deve haver determinada quantidade de molho e a cozinha já tem metade em boas condições, a equipa deve produzir apenas a outra metade.

Exemplo prático

Se a ficha indica que a mise en place deve ter 3 kg de tomate cortado, a equipa prepara 3 kg quando não existe tomate pronto.

Mas, no caso de um preparado seguro por 12 ou 24 horas, a equipa deve verificar o que já existe antes de produzir mais.

Este detalhe reduz acumulação, desperdício e dinheiro parado em produto preparado.

Produtos perecíveis exigem mais rigor

Nem todos os produtos têm o mesmo comportamento.

Alguns devem ser produzidos diariamente porque não fazem sentido acumular de um dia para o outro.

Outros preparados podem durar mais tempo dentro de segurança, se forem bem armazenados e controlados.

O plano deve distinguir:

  • produtos de produção diária;
  • preparados com validade curta;
  • molhos que podem ser mantidos com segurança;
  • guarnições que não devem acumular;
  • produtos que precisam de reposição parcial;
  • itens que variam conforme o dia da semana.

Semana e fim de semana não têm a mesma produção

O consumo de segunda a sexta pode ser diferente do consumo ao fim de semana.

Por isso, o plano de produção não deve ser igual para todos os dias se a realidade da casa muda.

A cozinha precisa de quantidades médias ajustadas ao comportamento do restaurante.

O mapa pode ter versões diferentes para:

  • segunda a quinta;
  • sexta-feira;
  • sábado;
  • domingo;
  • feriados;
  • dias de evento;
  • dias de menor movimento;
  • épocas específicas.

Olhar para o frigorífico e ver o que falta não chega

Gerir produção apenas olhando para o frigorífico é frágil.

Pode funcionar num dia. Pode falhar no outro.

O restaurante precisa de processo, não de improviso.

Quando a equipa trabalha apenas por perceção, cada pessoa interpreta a necessidade de uma forma diferente.

Com ficha de produção, a equipa sabe:

  • quanto deve existir;
  • quanto já existe;
  • quanto falta produzir;
  • quando deve produzir;
  • quem validou;
  • o que deve ser ajustado.

O plano de produção também alivia o chefe

O objetivo não é retirar importância ao chefe.

O objetivo é libertá-lo de ter de responder sempre às mesmas perguntas e carregar toda a operação na cabeça.

Quando a ficha de produção existe, a equipa ganha autonomia e o chefe consegue liderar melhor.

Para reforçar a importância das rotinas na operação, leia também Rotinas no Restaurante: Como Criar Checklists por Secção Já Hoje.

As falhas de produção afetam diretamente o food cost

O desperdício de produção não é apenas um problema da cozinha.

É um problema de margem.

Se a cozinha produz acima do necessário e depois deita comida fora, o food cost sobe e o lucro desce.

Por isso, produção, ficha técnica, compras e stock precisam de estar ligados.

Para aprofundar a relação entre custo de prato e margem, leia Ficha Técnica de Restaurante: Porque os Pratos Não Pagam Ordenados.

Como criar uma ficha de produção simples

Comece sem complicar.

Escolha os produtos que a cozinha prepara todos os dias e transforme essa informação num documento visível.

Passo a passo

  • liste todos os preparados diários;
  • identifique quantidades médias necessárias;
  • separe produtos perecíveis de preparados reutilizáveis;
  • defina quanto deve existir para abrir o serviço;
  • crie campo para quantidade existente;
  • crie campo para quantidade a produzir;
  • inclua responsável pela produção;
  • valide diariamente com o chefe ou subchefe;
  • ajuste as quantidades com base nas sobras reais.

Registe sobras para melhorar a produção

O plano de produção deve evoluir.

Se todos os dias sobra o mesmo produto, a quantidade definida provavelmente está errada.

Se falta sempre o mesmo item, a quantidade também precisa de revisão.

O registo deve ajudar a perceber:

  • o que sobra com frequência;
  • o que falta durante o serviço;
  • que produtos são produzidos em excesso;
  • que dias exigem mais preparação;
  • que quantidades devem ser reduzidas;
  • que produtos precisam de nova rotina.

Para aprofundar a gestão de desperdício, leia também Rentabilizar Buffet no Restaurante: Como Reduzir Desperdício e Aumentar Margem.

Este tema faz parte de um sistema maior: lucro, equipa e vendas

Falhas de produção no restaurante não são apenas erros internos.

Afetam lucro, equipa e vendas.

Quando a produção falha, a equipa trabalha sob pressão, a cozinha desperdiça dinheiro, a sala pode vender produtos que já não existem e o cliente sente a desorganização.

Quando há plano, a operação ganha previsibilidade, a equipa trabalha melhor e o restaurante protege a margem.

Quando procurar ajuda para controlar produção?

Se a cozinha produz demasiado, se faltam produtos durante o serviço ou se o chefe é o único que sabe preparar a abertura, existe uma falha de processo.

Nesse caso, o restaurante precisa de organizar produção, stock, fichas técnicas e rotinas.

Para uma análise mais ampla da operação, pode conhecer a nossa consultoria para restaurantes em ogerente.pt/consultoria-restaurantes.

Prova social: outros restaurantes também corrigem desperdício

Muitos empresários da restauração percebem que o lucro não desaparece apenas nas vendas. Desaparece também na cozinha, em produção mal planeada, sobras e desperdício diário.

Veja exemplos de empresários que já trabalharam gestão, processos e rentabilidade dos seus restaurantes em ogerente.pt/testemunhos.

Conclusão: produção sem plano é desperdício anunciado

Falhas de produção no restaurante podem ser controladas.

O primeiro passo é deixar de depender da cabeça do chefe e criar uma ficha de produção clara para a cozinha.

Defina quantidades, registe o que já existe, produza apenas o que falta e ajuste com base nas sobras reais.

Comida é dinheiro. E dinheiro não pode ir para o lixo por falta de processo.

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