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Clientes à espera no restaurante: onde perde vendas

A espera pela carta ou pela conta prejudica a experiência e pode limitar as vendas. Saiba como melhorar o início e o fim do atendimento sem apressar a refeição.

O Gerente16 de outubro de 20268 min de leitura
Clientes à espera no restaurante: onde perde vendas
operações, O Gerente

Ter clientes à espera no restaurante pode representar oportunidades de venda perdidas e mesas ocupadas por pessoas que já só querem pagar.

O cliente acabou de chegar, quer consultar a carta e ninguém se aproxima. Ou já terminou a refeição, procura alguém para pedir a conta e continua à espera.

São duas situações diferentes, mas têm algo em comum: o cliente precisa de atenção e o restaurante não está a responder no momento certo.

Neste episódio do Prato do Dia, Hélder Santos explica porque o início e o fim da refeição merecem processos bem definidos.

Como reduzir as esperas no restaurante sem apressar o cliente?

Organize a receção, a apresentação da carta, os primeiros pedidos e o pagamento. Defina quem acompanha cada momento e como passa a informação aos colegas. O objetivo é retirar demoras desnecessárias quando o cliente quer consumir ou sair, preservando o tempo que deseja passar à mesa a desfrutar da refeição.

O cliente quer desfrutar da refeição. Esperar por atenção é outra coisa

Uma conversa demorada entre amigos faz parte da experiência. Uma família que quer ficar à mesa deve poder fazê-lo de acordo com a proposta da casa.

O desafio discutido neste episódio está nos períodos em que o cliente quer avançar e não consegue: escolher, pedir, esclarecer uma dúvida ou pagar.

Essas esperas não acrescentam valor à visita.

Melhorar o serviço começa por distinguir o tempo que o cliente escolhe passar no restaurante do tempo que perde por falta de resposta.

Na nossa consultoria para restaurantes, analisamos estes momentos em conjunto com a organização da equipa, a experiência e os resultados do negócio.

Primeiro momento: a chegada e o início do atendimento

Quem entra para fazer uma refeição precisa de perceber que foi recebido e que alguém está a acompanhar a mesa.

No episódio, Hélder descreve uma situação reconhecível: o cliente senta-se, olha à volta, procura um colaborador e tenta perceber quem vem ter com ele.

Entretanto, continua sem carta, sem bebida e sem conseguir fazer o pedido.

Há vontade de consumir, mas o restaurante ainda não criou condições para isso acontecer.

O que deve estar organizado à chegada?

  • Quem recebe e acompanha o cliente até à mesa.
  • Quem disponibiliza a carta e esclarece as primeiras dúvidas.
  • Quem recolhe o pedido de bebidas.
  • Quem apresenta sugestões de entradas ou couvert, quando adequadas à oferta.
  • Como é feita a passagem da mesa entre colegas.

Estas tarefas podem pertencer à mesma pessoa ou ser distribuídas. A decisão depende da dimensão da sala, da equipa e do modelo de serviço.

O importante é a mesa não ficar esquecida entre uma tarefa e a seguinte.

Uma sugestão no momento certo pode melhorar a experiência e a venda

No início da refeição, o cliente pode querer uma bebida ou algo para comer enquanto escolhe os pratos principais.

O episódio apresenta exemplos como queijo, presunto, chouriça assada e outras entradas ajustadas ao conceito da casa.

A ideia é fazer sugestões relevantes e permitir que o cliente escolha o que pretende pedir.

Uma equipa que conhece a oferta consegue apresentar essas opções com naturalidade. Uma equipa que chega tarde à mesa pode perder esse momento.

Para aprofundar este tema, consulte o artigo sobre como a falta de sugestão limita as vendas no restaurante.

Segundo momento: o cliente terminou e quer pagar

O cliente já comeu, está satisfeito e quer seguir a sua vida. Agora, a atenção da equipa volta a ser essencial.

Esperar para pedir a conta, esperar que ela chegue e voltar a esperar para pagar pode prolongar a visita sem qualquer benefício para quem está à mesa.

Num serviço com procura e pessoas à espera de lugar, essa demora também pode atrasar a utilização da mesa por outros clientes.

O objetivo é responder prontamente à vontade de sair, tal como se respondeu à vontade de consumir.

O pagamento também precisa de um processo

O episódio dá o exemplo de uma pessoa dedicada a acompanhar as contas e os pagamentos. Não é uma solução que tenha de ser copiada por todas as casas.

É uma forma de mostrar que esta etapa pode ter responsabilidade definida.

Num restaurante pequeno, poderá ser a pessoa que acompanha a mesa. Noutro, poderá existir uma distribuição diferente. O essencial é saber quem trata do pedido e quem garante que fica concluído.

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A passagem de tarefas não pode deixar a mesa sem acompanhamento

Receber bem à porta não chega se, depois de sentado, o cliente deixa de saber quem o atende.

No episódio, é referido o exemplo de quem acompanha a mesa até ter a carta e os primeiros pedidos encaminhados, ou entrega esse acompanhamento a um colega.

A mesma lógica aplica-se no final: receber um pedido de conta deve dar origem a uma ação clara.

Observe onde se interrompe a sequência do serviço. Pode haver boa vontade individual e, ainda assim, faltar coordenação.

O que é o RevPASH referido no episódio?

RevPASH significa faturação por lugar disponível por hora. É uma forma de olhar para a utilização da capacidade da sala ao longo do tempo.

Neste episódio, a métrica surge para explicar porque as demoras no início e no final do serviço também interessam à gestão.

Uma mesa com clientes que querem consumir, mas ainda não conseguem pedir, está numa situação diferente de outra onde a refeição decorre normalmente.

Da mesma forma, uma mesa ocupada porque o pagamento está atrasado merece uma análise diferente de uma mesa onde os clientes decidiram continuar a conversar.

O RevPASH não é o mesmo que ticket médio. O primeiro relaciona faturação, capacidade disponível e tempo. O ticket médio acompanha o valor médio consumido.

Como perceber se as alterações estão a funcionar?

No episódio, Hélder destaca o ticket médio e o número de clientes como indicadores a acompanhar.

Se pretende melhorar a venda de entradas e bebidas, observe se as sugestões estão a ser feitas e o que acontece ao consumo.

Se pretende reduzir a demora no pagamento, observe se os clientes continuam a procurar a equipa depois de terem terminado.

Quando existe procura por mesas, acompanhe também se a organização do final do serviço está a facilitar o atendimento de novos clientes.

Uma alteração de processo não garante um resultado financeiro específico. É necessário acompanhar a execução e interpretar os números em conjunto.

Vale a pena ler também porque subir o ticket médio pode enganar, para evitar tirar conclusões a partir de uma única métrica.

Um exercício para o próximo serviço

  1. Observe a chegada. Identifique onde o cliente fica à espera sem saber quem o acompanha.
  2. Reveja os primeiros pedidos. Confirme como são apresentadas a carta, as bebidas e as sugestões adequadas.
  3. Observe o pagamento. Acompanhe o percurso entre o pedido da conta e a conclusão do pagamento.
  4. Defina responsabilidades. Clarifique quem faz cada tarefa e como a entrega ao colega.
  5. Acompanhe o efeito. Analise a experiência e os indicadores antes de voltar a ajustar.

Comece pelo ponto em que a espera é mais evidente. O objetivo é criar um processo que a equipa consiga executar de forma consistente.

Lucro, Equipa e Vendas: o serviço liga as três áreas

No método de O GERENTE, seguimos a ordem Lucro → Equipa → Vendas.

Neste tema, as três áreas encontram-se no funcionamento da sala.

  • Lucro: utilizar melhor a estrutura que o restaurante já tem, sem confundir faturação adicional com lucro garantido.
  • Equipa: distribuir tarefas e garantir continuidade no acompanhamento das mesas.
  • Vendas: responder à vontade de consumir e apresentar sugestões no momento adequado.

Os processos devem respeitar o conceito da casa. Um restaurante com uma proposta demorada e uma casa de refeições rápidas não precisam de servir ao mesmo ritmo.

Ambos podem evitar deixar o cliente à procura de atenção.

Perguntas frequentes sobre clientes à espera no restaurante

Quais são os dois momentos prioritários para reduzir esperas?

O início do atendimento e o pagamento. São momentos em que o cliente quer fazer um pedido ou concluir a visita e beneficia de uma resposta pronta.

Reduzir o tempo de serviço significa apressar a refeição?

Não. O foco deste episódio é eliminar demoras na resposta da equipa, preservando o ritmo a que o cliente deseja desfrutar da refeição.

Preciso de alguém dedicado apenas à receção?

Depende da dimensão da sala e do modelo de serviço. É mais importante definir como a receção e os primeiros pedidos são assegurados do que copiar uma estrutura de outra casa.

Como melhorar a entrega da conta?

Defina quem recebe o pedido, quem prepara a conta e quem conclui o pagamento. Observe se existem falhas de comunicação entre essas etapas.

O que significa RevPASH?

Significa faturação por lugar disponível por hora. Permite olhar para a faturação em relação à capacidade disponível da sala e ao período analisado.

Que indicadores devo acompanhar?

O episódio destaca o ticket médio, o número de clientes e a faturação por lugar disponível por hora. Devem ser interpretados em conjunto com o funcionamento do serviço.

Veja o episódio do Prato do Dia

No vídeo, Hélder Santos explica como organizar o início e o final da experiência para reduzir esperas desnecessárias e aproveitar melhor as oportunidades do serviço.

Veja o episódio completo no YouTube.

O cliente não deve ter de procurar quem o atende

Observe a sala no próximo serviço. Há alguém sentado sem carta? Uma mesa a tentar pedir bebidas? Clientes que já terminaram e continuam à espera da conta?

Comece por esses momentos. Defina uma resposta, distribua responsabilidades e acompanhe o que muda.

Nós, Hélder Santos e Sérgio Araújo, ajudamos donos e gestores de restaurantes a transformar estas situações em processos ajustados à realidade do negócio. Conheça algumas dessas experiências nos testemunhos de clientes de O GERENTE.

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